Nova creche do Guará ajuda a zerar filas por vaga

Unidade CEPI Elefante Babu tem capacidade para até 396 crianças e integra a estratégia do GDF para zerar a fila por vagas em creches

A construção de um novo Centro de Educação da Primeira Infância (CEPI) no Guará II representa um importante passo na expansão da rede pública de educação infantil no Distrito Federal. Batizada de CEPI Elefante Babu, a unidade está localizada na Entrequadra 17/19 e contará com capacidade para atender até 396 crianças em dois turnos, ou 188 em período integral. O prédio está recebendo os últimos ajustes para que possa receber os novos ocupantes no início de 2025. O projeto segue o padrão Tipo 1 do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), no âmbito do programa Proinfância, voltado à educação de crianças de 0 a 5 anos e 11 meses.

Com investimento de R$ 5,9 milhões, provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e do programa Fonte 100 do Governo do Distrito Federal, a nova unidade contará com uma infraestrutura completa e voltada às necessidades da primeira infância. Serão dez salas de aula, refeitório, cozinha, lavanderia, lactário, secretaria, sala de professores e direção, além de espaços de convivência, todos distribuídos em uma área de 1,3 mil m². As crianças serão divididas em quatro faixas etárias: Creche I (0 a 11 meses), Creche II (1 a 1 ano e 11 meses), Creche III (2 a 3 anos e 11 meses) e pré-escola (4 a 5 anos e 11 meses).
O nome da unidade faz referência ao elefante Babu, morador icônico do Zoológico de Brasília, que faleceu em 2019 e se tornou figura afetiva entre os brasilienses. Durante a pandemia, uma escultura em sua homenagem foi erguida pela comunidade no terreno onde hoje foi construída a creche. Tanto a escultura quanto as árvores plantadas pelos moradores foram mantidas no projeto arquitetônico e farão parte do espaço externo da unidade, reforçando o vínculo da escola com a comunidade local.
Política pública para reduzir desigualdades
A abertura da nova creche no Guará é parte de uma estratégia mais ampla do Governo do Distrito Federal para ampliar o acesso à educação infantil e reduzir a desigualdade no atendimento à primeira infância. Desde 2019, o GDF entregou 26 creches e Centros de Educação da Primeira Infância (CEPIs), distribuídos em diferentes regiões administrativas. Essa expansão foi determinante para a queda no número de crianças na fila de espera por uma vaga, que passou de 24 mil para cerca de 1,5 mil em 2025.
De acordo com a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, o avanço é resultado de um planejamento cuidadoso. “Montamos uma série de programações, desde a construção de mais CEPIs até mudanças na legislação. Foi um conjunto de ações que nos permitirá chegar ao próximo ano com todas as crianças atendidas nas nossas creches, em unidades próprias, conveniadas ou pelo Cartão Creche”, afirma.
Já o governador Ibaneis Rocha destaca a prioridade da educação infantil em sua gestão. “Nós vamos zerar a fila das creches no Distrito Federal. Esse é um compromisso do nosso governo, e ele está sendo cumprido com planejamento, investimento e muito trabalho. Nenhuma criança vai ficar sem vaga”, garante.
O programa Cartão Creche é uma das ferramentas centrais nessa política. Ele garante o acesso à educação infantil por meio de instituições credenciadas, ampliando a capacidade de atendimento da rede. Desde 2021, o número de crianças atendidas pelo programa quase dobrou, passando de 5.174 para 9.862 em 2025. O investimento também cresceu proporcionalmente, chegando a R$ 56,7 milhões até agosto deste ano.

Para a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, os números contam apenas parte da história. O que está em curso, diz ela, é a reconstrução de um compromisso com o futuro das crianças do DF. “Estamos muito perto de assegurar que nenhuma criança fique sem creche no Distrito Federal. Isso é mais do que uma meta administrativa, é um pacto social. Quando garantimos uma vaga de qualidade, em tempo integral, estamos oferecendo dignidade para as famílias, segurança para as mães que trabalham e oportunidades iguais desde os primeiros anos de vida”, afirma.

Impacto direto
na rotina das famílias
A ampliação da rede de creches no Distrito Federal tem reflexos concretos no cotidiano de milhares de famílias. O acesso à educação infantil permite que pais e mães possam trabalhar com maior tranquilidade, sabendo que seus filhos estão sendo bem cuidados em ambientes seguros, afetivos e com propostas pedagógicas adequadas.
A professora Monna Silva Costa, moradora do Recanto das Emas, foi uma das beneficiadas com a inauguração recente do CEPI Tamanduá Mirim, na mesma região. Mãe da pequena Sarah, de 3 anos, ela conta que antes precisava deixar a filha com o pai ou com a sogra durante o dia, o que dificultava sua rotina de trabalho. “Dava muito trabalho, era muito difícil. Agora eu trabalho tranquila, sabendo que minha filha está aprendendo e sendo bem cuidada”, relata.
Com base na dinâmica da fila de espera, que se movimenta a cada ano com a promoção de crianças para a educação básica, a previsão é de que, até o início de 2026, todas as demandas por vagas estejam atendidas. O GDF também adotou novos critérios para a gestão da lista de espera: se a vaga é ofertada e recusada por não estar próxima da residência, a família é retirada da fila, podendo se reinscrever no ano seguinte. A medida visa priorizar quem realmente precisa do atendimento imediato.

 

Fonte: Jornal do Guará